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04/06/2015

Doença Celíaca

A Doença Celíaca (também conhecida como enteropatia glúten-sensível ou espru celíaco) é uma condição crônica autoimune, na qual o organismo ataca a si mesmo, afetando principalmente o intestino delgado, causado pela intolerância permanente ao glúten que é uma proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e malte. A doença celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e o terceiro anos de vida, podendo, entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na fase adulta.
 
Nos indivíduos afetados pela doença celíaca, a ingestão do glúten causa danos, atrofia das vilosidades da mucosa do intestino delgado e pequenas saliências nas paredes que revestem o intestino, causando prejuízo na absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água. 
Os sintomas podem surgir em qualquer idade, após a introdução na dieta de alimentos que contenham glúten. Os sintomas intestinais incluem diarréia crônica ou prisão de ventre, inchaço e flatulência, irritabilidade e pouco ganho de peso. Os pacientes podem apresentar retardo no crescimento e na puberdade, anemia por deficiência de Ferro, osteoporose, anormalidades no fígado e dermatite herpetiforme (erupção na pele que faz coçar). A doença celíaca também pode não apresentar nenhum sintoma.
 
O tratamento da doença celíaca consiste na adesão de uma dieta isenta de glúten ao longo de toda a vida. Os portadores da doença não podem fazer a ingestão de alimentos como pães, bolos, bolachas, macarrão, pizzas, cervejas, cereais, vodka, entre outros produtos alimentícios ou aditivos que contenham trigo, centeio, aveia e cevada. É possível substituir as farinhas proibidas por fécula de batata, farinha de milho, amido de milho, polvilho doce ou azedo, farinha ou creme de arroz,  farinha de araruta ou fubá. Muito importante também ficar atento à leitura dos rótulos dos produtos, para saber se o alimento contém glúten ou traços do mesmo.
 
O celíaco que faz a adesão de uma dieta totalmente isenta de glúten acaba tendo aumento de peso e não transgride a doença, porém é necessário diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.
 
Os pacientes podem começar a apresentar melhora uma ou duas semanas após o início da dieta. A intolerância à lactose causada pelo dano intestinal também diminui. Na maioria das pessoas, os sintomas desaparecem e a parede do intestino se recupera totalmente de seis a doze meses após o início da dieta sem glúten. Nas crianças, o crescimento  volta ao normal. Visitas regulares a um nutricionista e a uma equipe de profissionais de saúde com experiência no tratamento da doença celíaca são importantes para ajudar a manter a dieta e monitorar possíveis complicações. Apesar de algumas pessoas serem capazes de voltar a consumir glúten sem sintomas imediatos, elas não “superam” a doença celíaca e não estão “curadas”.
 
No Brasil existem associações que auxiliam os portadores de doença celíaca e sua família, esclarecendo tudo sobre a doença, trazendo informações atualizadas e receitas, a fim de facilitar a vida de um celíaco.
 
Fontes de pesquisa: 
 
FENACELBRA à www.doencaceliaca.com.br/doencaceliaca.htm
ACELBRA à www.acelbra-sc.org.br/

 

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